sábado, 9 de setembro de 2017

Que cidadão queremos que nosso aluno seja?


Para responder ao título da postagem cito Becker (2012, p.29) “um indivíduo pensante, crítico, operativo, participativo, autônomo que, perante cada nova encruzilhada prática ou teórica, apropria-se do que fez transformando-o em objeto de reflexão e de tomada de consciência; um indivíduo que se abre ao diálogo com seu entorno social e à interação com seu entorno cognitivo, perguntando-se o significado de suas ações presentes e futuras e, progressivamente, das ações do coletivo no qual se insere”.
Na escola onde trabalho, segundo nosso PPP, queremos exatamente o que foi afirmado acima, mas quando os alunos questionam algo, a direção tenta calá-los. Como conseguiremos formar esse cidadão se a prática é diferente da teoria?

BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. 2. ed. – Porto Alegre: Penso, 2012.

As pessoas com deficiência na história


Na Pré-História, na Antiguidade e na Idade Média, as pessoas com deficiência eram abandonadas à própria sorte ou simplesmente mortas por serem consideradas subumanas.
Somente a partir do século XIV surgem as primeiras leis que tratam do cuidado das pessoas com deficiências. Mais tarde, a partir do século XVI, surgiram estudos que tratavam distúrbios mentais como doença.
Já no Brasil, no final da década de 70, ocorreu um Movimento das pessoas com deficiência em busca de reais condições de cidadania.
Desde então, a luta prossegue, pois ainda hoje, as pessoas com deficiência não estão inclusas na sociedade, pois a sociedade ainda é preconceituosa e discriminatória.
E engana-se quem acredita que essas pessoas queiram privilégios na sociedade, o que elas querem na verdade é a equiparação de oportunidades, elas querem poder exercer sua cidadania como qualquer outra pessoa. 

sábado, 15 de julho de 2017

Organização do espaço em sala de aula


Sempre me questionei sobre a disposição dos alunos em sala de aula, pois geralmente, somos questionadas sobre a disposição dos alunos em fila, como se essa fosse uma maneira errada de organizá-los em sala de aula.
No entanto, ao ler o texto “A organização do espaço em sala de aula e as suas implicações na aprendizagem cooperativa” compreendi que, dependendo do objetivo da aula, deve-se organizar os alunos de maneiras diferentes e que não é errado organizá-los em filas quando pretende-se dar uma aula expositiva em que todos possam prestar atenção no professor, pois “o espaço poderá favorecer ou dificultar a aquisição de aprendizagens, revelando-se estimulante ou limitador em função do nível de coerência entre os objetivos e a dinâmica proposta para as atividades a realizar” (TEIXEIRA; REIS, 2012, p.168).

TEIXEIRA, Madalena Telles; REIS, Maria Filomena. A organização do espaço em sala de aula e as suas implicações na aprendizagem cooperativa. Meta avaliação. Rio de Janeiro, v. 4, n.11, p. 162-187, mai./ago. 2012.

domingo, 2 de julho de 2017

Avaliação

No vídeo intitulado Avaliação na Educação Infantil disponível em https://www.youtube.com/watch?v=A74gphe1nT4, Jussara Hoffmann afirma que avaliar é acompanhar a construção do conhecimento das crianças. Não se avalia para dizer se o aluno fez ou não fez, se ele é ou não é capaz, não há sentido nisto, avalia-se para promover melhores oportunidades de aprendizagens, melhores estratégias de aprendizagens, avalia-se para promover o aluno moral e intelectualmente.
É preciso que reflitamos sobre a avaliação para que possamos ajudar nossos alunos na sua formação cidadã e não somente classificá-los ou não para o ano seguinte.

domingo, 25 de junho de 2017

Conselho de Classe


Erroneamente pensamos que o conselho de classe é aquele momento, no final do trimestre, em que todos os professores reúnem-se com a direção e a coordenação pedagógica da escola com o objetivo de conversar sobre os alunos. E que, na minha escola, acaba sendo um momento com pouco tempo no qual são lidos os nomes dos alunos e é dito se estão abaixo ou acima da média.
No entanto, “o conselho de classe é um colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos e seus objetivos são: avaliar a apropriação pelos alunos dos conteúdos curriculares estabelecidos no Projeto Político Pedagógico da Escola; refletir sobre a relação professor/aluno e analisar a prática pedagógica, buscando alternativas que garantam a efetivação do processo ensino aprendizagem” (GALINA, p.16).

GALINA, Irene de Fátima. Instâncias Colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública.

Escola: um lugar de contradições

Lendo o PPP da minha escola deparo-me com a seguinte definição de educação: “é um processo permanente pelo qual o homem se autoconstrói, se aperfeiçoa e se realiza como pessoa, exercendo a cidadania”.
Questiono-me: o que é exercer a cidadania?
Segundo Dalmo Dallari (1998, p.14) citado por Galina (p.6) “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do próprio grupo social”.
Como o PPP da escola pode afirmar que estamos exercendo a cidadania se nem possuímos um Conselho Escolar?
É preciso criar condições para que a prática da cidadania de fato se efetive.


GALINA, Irene de Fátima. Instâncias Colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública.

Conselho Escolar


Segundo Galina (p.12), o Conselho escolar é um órgão colegiado, representativo da Comunidade Escolar, de natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora.
O Conselho escolar é um dos órgãos responsáveis para a efetivação da gestão democrática na escola, pois é através dele que a comunidade terá voz para participar das tomadas de decisões.
É preciso salientar que o diretor continua sendo a autoridade responsável pela escola, no entanto, ele ganha o apoio de outras pessoas que possuem os mesmos interesses e objetivos.

GALINA, Irene de Fátima. Instâncias Colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública.