quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Questões éticas na escola


Como professores temos o privilégio de conviver diariamente com outras pessoas e através dessas relações interpessoais é que surge a grande tarefa de ajudar outras pessoas a formarem seu caráter e conhecer o que é ético.
Entendo que, apesar da moral e da ética caminharem juntas, elas possuem significados diferentes. Segundo Severino “valores morais nem sempre são valores éticos, ou seja, confundem-se com interesses particulares, do próprio indivíduo ou de seu(s) grupo(s), não correspondendo aos interesses comuns, levando por isso, muitas vezes, ao desrespeito pela dignidade humana”.
Portanto, cabe a nós professores, o compromisso mostrarmos essa diferença para os alunos, com o intuito de formarmos cidadãos éticos que respeitem o próximo.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Formação e atuação dos professores: dos seus fundamentos éticos.

domingo, 8 de outubro de 2017

Caráter integrativo

“Segundo Piaget, as aquisições de um período são integradas no período seguinte. É o “período integrativo”, segundo o qual as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte. Assim, quando alguém é operatório formal, significa que ele pode apresentar os instrumentos de todos os estádios anteriores”.
Ou seja, de acordo com a situação, poderei utilizar todos os instrumentos anteriormente construídos para poder interagir com o objeto da melhor e mais confortável maneira.


BECKER, F. e MARQUES, T. Estádios do desenvolvimento. In: BECKER, F. Educação e construção do conhecimento, 2ª. ed. Porto Alegre: Artemed, 2012.

domingo, 1 de outubro de 2017

Aprendizagem e conhecimento escolar


A partir do momento que reconhecemos que existem estádios de desenvolvimento, é necessário que os conheçamos para melhor conhecermos nossos alunos e assim, possibilitar que a aprendizagem realmente aconteça.
É importante sabermos que nem todos chegarão à última etapa, pois isso depende de uma demanda do meio que vai sendo construída, no entanto, devemos saber em qual estádio nosso aluno se encontra para saber criar situações que possibilitem que ele possa ir além. Pois situações muito simples acabam acarretando a desmotivação e situações muito complicadas acabam acarretando a frustração.
Sendo que o objetivo da aprendizagem escolar é aumentar a capacidade de aprender para poder avançar na aprendizagem de conteúdos mais complexos e de comportamentos mais elaborados.

Modelos epistemológicos segundo Fernando Becker


·         Apriorista: “É inteligente, tem talento, nasceu assim”. Segundo esse modelo, a criança já nasce com todas as condições de conhecimento, só espera o processo de maturação, que vai aparecer inevitavelmente e isso vai acompanhá-la para a vida toda. Espontaneismo.

·         Empirista: “É inteligente, foi estimulado”. É tudo questão de cultura, o professor comanda e o alunos é comandado. Epistemologia do senso-comum. Debilita-se a curiosidade, professor autoritário. Diretivismo.

·         Construtivista: “É inteligente, construiu, foi desafiado, agiu e refletiu”. Pedagogia da relação.


Escola - mais laboratório e menos auditório | Fernando Becker | TEDxUnisinos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs

Escola: Auditório X Laboratório


Escola: Auditório X Laboratório

No vídeo: Escola - mais laboratório e menos auditório, Fernando Becker, afirma que a escola tem tradicionalmente privilegiado verbos como copiar e repetir o que a torna um auditório, quando na verdade deveria privilegiar verbos como: interagir, indagar, experimentar, testar, sentir, cooperar, descobrir, ultrapassar, dialogar, perguntar, refletir, construir, compreender, transformar e inventar, o que a tornaria um laboratório. E sendo um laboratório, a escola recuperaria aquela atividade espontânea da criança e do adolescente, fazendo com que o conhecimento pudesse ser construído.
É preciso uma reflexão também por nós professores, para que possamos decidir que tipo de alunos queremos formar, pois a partir de então, teremos que rever nossas práticas.

Escola - mais laboratório e menos auditório | Fernando Becker | TEDxUnisinos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs


sábado, 16 de setembro de 2017

A temática indígena na escola

A lei nº 11.645/2008 criou a obrigatoriedade do ensino da cultura dos povos indígenas nas escolas. No entanto, toda vez que a pedagoga da minha escola nos lembra desta obrigatoriedade eu questiono minhas colegas sobre a falta de conhecimento e de informação que temos sobre esse assunto e fico chocada com a falta de interesse delas em querer ir em busca de algo.
Ao ler o texto “A temática indígena na escola: ensaios de uma educação intercultural” de Maria Aparecida Bergamaschi e Luana Barth Gomes, percebi que, além de ter pouco conhecimento sobre o tema, o pouco conhecimento que possuo é atrasado, pois retrata o índio da época do descobrimento do Brasil, fazendo com que tenhamos a ideia de que o índio é aquele indivíduo que vive nu, no meio da floresta e que não evoluiu.

É preciso que além da cultura indígena, mostremos para nossos alunos a situação social contemporânea dos povos indígenas, para que eles possam perceber que assim como os outros povos, os povos indígenas também mudaram e evoluíram.

sábado, 9 de setembro de 2017

Brasil: um país de diversidades


Sendo o Brasil um país de dimensões continentais, fica evidente que a sua população possui características e culturas diversificadas e isso fica ainda mais evidente conhecendo um pouco de sua história e as diferentes formas de colonização e exclusão que aqui aconteceram.
A escola não pode fingir que isso não aconteceu e de maneira alguma deve tratar seus alunos como provenientes de um mesmo grupo social ou pertencentes a uma mesma cultura. É preciso romper com essa educação burguesa que privilegia uns e discrimina a maioria.
Segundo Santos (2001), citado por Candau (2002) “As pessoas e os grupos sociais têm o direito a ser iguais quando a diferença os inferioriza, e o direito a ser diferente quando a igualdade os descaracteriza”.

CANDAU, Vera Maria Ferrão. Sociedade, cotidiano escolar e cultura(s): uma aproximação. Educação & Sociedade, ano XXIII, nº 79, Agosto, 2012.