Mostrando postagens com marcador Organização do Ensino Fundamental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Organização do Ensino Fundamental. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de julho de 2017

Avaliação

No vídeo intitulado Avaliação na Educação Infantil disponível em https://www.youtube.com/watch?v=A74gphe1nT4, Jussara Hoffmann afirma que avaliar é acompanhar a construção do conhecimento das crianças. Não se avalia para dizer se o aluno fez ou não fez, se ele é ou não é capaz, não há sentido nisto, avalia-se para promover melhores oportunidades de aprendizagens, melhores estratégias de aprendizagens, avalia-se para promover o aluno moral e intelectualmente.
É preciso que reflitamos sobre a avaliação para que possamos ajudar nossos alunos na sua formação cidadã e não somente classificá-los ou não para o ano seguinte.

domingo, 25 de junho de 2017

Conselho de Classe


Erroneamente pensamos que o conselho de classe é aquele momento, no final do trimestre, em que todos os professores reúnem-se com a direção e a coordenação pedagógica da escola com o objetivo de conversar sobre os alunos. E que, na minha escola, acaba sendo um momento com pouco tempo no qual são lidos os nomes dos alunos e é dito se estão abaixo ou acima da média.
No entanto, “o conselho de classe é um colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos e seus objetivos são: avaliar a apropriação pelos alunos dos conteúdos curriculares estabelecidos no Projeto Político Pedagógico da Escola; refletir sobre a relação professor/aluno e analisar a prática pedagógica, buscando alternativas que garantam a efetivação do processo ensino aprendizagem” (GALINA, p.16).

GALINA, Irene de Fátima. Instâncias Colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública.

Escola: um lugar de contradições

Lendo o PPP da minha escola deparo-me com a seguinte definição de educação: “é um processo permanente pelo qual o homem se autoconstrói, se aperfeiçoa e se realiza como pessoa, exercendo a cidadania”.
Questiono-me: o que é exercer a cidadania?
Segundo Dalmo Dallari (1998, p.14) citado por Galina (p.6) “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do próprio grupo social”.
Como o PPP da escola pode afirmar que estamos exercendo a cidadania se nem possuímos um Conselho Escolar?
É preciso criar condições para que a prática da cidadania de fato se efetive.


GALINA, Irene de Fátima. Instâncias Colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública.

Conselho Escolar


Segundo Galina (p.12), o Conselho escolar é um órgão colegiado, representativo da Comunidade Escolar, de natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora.
O Conselho escolar é um dos órgãos responsáveis para a efetivação da gestão democrática na escola, pois é através dele que a comunidade terá voz para participar das tomadas de decisões.
É preciso salientar que o diretor continua sendo a autoridade responsável pela escola, no entanto, ele ganha o apoio de outras pessoas que possuem os mesmos interesses e objetivos.

GALINA, Irene de Fátima. Instâncias Colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública.

domingo, 11 de junho de 2017

Projeto Político Pedagógico


Segundo a professora Ilma Passos Alencastro Veiga, o Projeto Político Pedagógico é um processo de tomada de decisões democráticas. É um processo que é construído dentro de um movimento participativo e coletivo levando à democracia.

Todos os membros da escola, diretores, professores, alunos e funcionários, devem participar de sua elaboração, execução e avaliação, pois o PPP é baseado no princípio de solidariedade.

domingo, 28 de maio de 2017

Gestão democrática

Como ter uma gestão democrática se não existe eleição para diretores?
Segundo Peroni “a autonomia da escola, a eleição de diretores, o conselho escolar, são alguns pilares que materializam a gestão democrática”.
Infelizmente, no município onde trabalho não existe a eleição de diretores. A função de diretor é uma Função Gratificada (FG) e a pessoa que ocupa o cargo é indicada.
E, de acordo com Batista “numa gestão patrimonialista o quadro administrativo é constituído por dependentes pessoais do gestor (...), amigos (...). As relações que dominam o quadro administrativo não são as do dever ou a disciplina objetivamente ligada ao cargo, mas à fidelidade pessoal do servidor ao gestor”.

BATISTA, Neusa Chaves. O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática.

PERONI, Vera Maria Vidal. Políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Bons resultados na aprendizagem


Ainda refletindo sobre o texto Conselho de classe: um espaço de reflexão, de Catarina Iavelberg.
Outra frase da autora que me chamou a atenção foi: “bons resultados na aprendizagem aparecem apenas após a mudança nas estratégias de ensino”.
Cabe a nós professores, refletirmos sobre nossas práticas para que de fato essa mudança de estratégia possa acontecer.
Porém, devemos lembrar que, enquanto nossos direitos não forem assegurados, talvez não consigamos tempo hábil para nos reunirmos e discutirmos os assuntos pertinentes à nossa prática docente. Refiro-me aqui à 1/3 da carga horária para hora atividade que no município onde trabalho não é respeitada.
Temos sim que fazer o melhor pela educação, mas não devemos dizer que trabalhamos por amor, como afirmou o professor Carlos Roberto Jamil Cury, devemos lutar pelos nossos direitos e não perder o que já foi conquistado.
Trabalhamos com amor e não por amor! E lutar por melhores condições não significa que não gostamos de nossa profissão.

Plano Municipal de Educação


Ao assistir ao Vídeo com a Aula Inaugural da Faculdade de Educação da UFRGS, com a fala do professor Carlos Roberto Jamil Cury, sobre o histórico, impasses e perspectivas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN), relembrei minha caminhada na construção do Plano Municipal de Educação do Município onde trabalho.
Quando fui indica para fazer parte da comissão que iria estudar o Plano Federal e o Plano Estadual de Educação para, posteriormente, criar o Plano Municipal de Educação, senti-me lisonjeada. Porém, ao participar dos encontros me senti frustrada pelos seguintes motivos:
1.      Somente algumas professoras foram indicadas para participar.
2.      Nem todas as professoras se fizeram presentes em todos os encontros.
3.      A comunidade estava representada por alguns membros que, nem sempre participavam.
4.      Era muito trabalho para ser feito e pouco tempo para discutir.
5.      Algumas metas já não estão sendo cumpridas.
6.      Antes da apresentação à comunidade algumas mudanças foram feitas sem o conhecimento de todos os integrantes da comissão que elaborou o documento.

Contudo, senti um descaso com a educação. Depois de vivenciar todos esses momentos, percebi que nem sempre quem está no poder para melhorar a vida de todos está interessado em fazer isso, mas sim está interessado em assegurar que o seu partido fique de bem.