sábado, 24 de junho de 2017

Fatores intra e extra-escolares

Vivemos num país gigantesco, onde cada escola encontra-se inserida em uma realidade de acordo com o local onde está localizada. Diante desta realidade, é preciso compreender que cada escola possui características próprias, entre essas características podemos citar os fatores intra e extra-escolares.
Os fatores intra-escolares referem-se à organização e à gestão, às práticas pedagógicas, aos professores e ao clima escolar.
Os fatores extra-escolares referem-se à situação socioeconômica dos alunos, ao ambiente familiar, ao entorno da escola.

Portanto, é fundamental que sejam considerados todos os fatores relacionados com a escola para que de fato possamos proporcionar o acesso ao conhecimento e a formação de cidadãos críticos e que cada vez mais seja possível a permanência de todos na escola.

domingo, 11 de junho de 2017

Projeto Político Pedagógico


Segundo a professora Ilma Passos Alencastro Veiga, o Projeto Político Pedagógico é um processo de tomada de decisões democráticas. É um processo que é construído dentro de um movimento participativo e coletivo levando à democracia.

Todos os membros da escola, diretores, professores, alunos e funcionários, devem participar de sua elaboração, execução e avaliação, pois o PPP é baseado no princípio de solidariedade.

domingo, 28 de maio de 2017

Gestão democrática

Como ter uma gestão democrática se não existe eleição para diretores?
Segundo Peroni “a autonomia da escola, a eleição de diretores, o conselho escolar, são alguns pilares que materializam a gestão democrática”.
Infelizmente, no município onde trabalho não existe a eleição de diretores. A função de diretor é uma Função Gratificada (FG) e a pessoa que ocupa o cargo é indicada.
E, de acordo com Batista “numa gestão patrimonialista o quadro administrativo é constituído por dependentes pessoais do gestor (...), amigos (...). As relações que dominam o quadro administrativo não são as do dever ou a disciplina objetivamente ligada ao cargo, mas à fidelidade pessoal do servidor ao gestor”.

BATISTA, Neusa Chaves. O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática.

PERONI, Vera Maria Vidal. Políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado.

Educação de qualidade para todos


Vivemos em uma época em que o acesso à informação é fácil e dinâmico, porém poucas são as pessoas que conseguem compreender e assimilar toda a informação a qual têm acesso. Para entender toda a informação que nos é fornecida, “necessitamos ter acesso à linguagem específica de cada uma das áreas, aos conceitos; e ainda precisamos abstrair, relacionar, para entender e poder posicionar-se frente ao mundo” (PERONI).
Portanto, uma educação de qualidade para todos é imprescindível para que possamos compreender o mundo que nos cerca. No entanto, educação de qualidade não significa somente colocar todos os alunos na escola, mas sim garantir a permanência e o acesso ao conhecimento.
Será que esta educação de qualidade está realmente acontecendo?


PERONI, Vera Maria Vidal. Políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado.

A “conquista” de direitos


Segundo Peroni “Vivemos, portanto a tensão entre ter conquistado direitos, inclusive na legislação, mas a dificuldade de implementá-los”.
Infelizmente, a legislação não é cumprida ou simplesmente é interpretada/manipulada como convém a um determinado grupo.
Fico indignada pelo fato de precisarmos entrar com ações judiciais para garantir o cumprimento dos direitos já previstos em lei.

PERONI, Vera Maria Vidal. Políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Bons resultados na aprendizagem


Ainda refletindo sobre o texto Conselho de classe: um espaço de reflexão, de Catarina Iavelberg.
Outra frase da autora que me chamou a atenção foi: “bons resultados na aprendizagem aparecem apenas após a mudança nas estratégias de ensino”.
Cabe a nós professores, refletirmos sobre nossas práticas para que de fato essa mudança de estratégia possa acontecer.
Porém, devemos lembrar que, enquanto nossos direitos não forem assegurados, talvez não consigamos tempo hábil para nos reunirmos e discutirmos os assuntos pertinentes à nossa prática docente. Refiro-me aqui à 1/3 da carga horária para hora atividade que no município onde trabalho não é respeitada.
Temos sim que fazer o melhor pela educação, mas não devemos dizer que trabalhamos por amor, como afirmou o professor Carlos Roberto Jamil Cury, devemos lutar pelos nossos direitos e não perder o que já foi conquistado.
Trabalhamos com amor e não por amor! E lutar por melhores condições não significa que não gostamos de nossa profissão.

Conselho de classe: um espaço de reflexão


Na reunião da semana passada na minha escola, a pedagoga nos forneceu um texto intitulado Conselho de classe: um espaço de reflexão, de Catarina Iavelberg.
A autora afirma que “o conselho de classe é uma das poucas oportunidades em que é possível reunir os docentes das diversas disciplinas de um mesmo ano com objetivo de analisar os processos de ensino e de aprendizagem sob múltiplas perspectivas”, apesar de concordar com a autora, preciso admitir que poucas são as vezes em que essa oportunidade é aproveitada. Geralmente, o conselho de classe acontece num curto período de tempo em que não é possível discutir sobre o ensino e a aprendizagem, apenas se discute sobre alguns alunos em particular, os quais apresentam notas baixas.

Infelizmente, ainda precisamos caminhar muito para que o conselho de classe seja um momento de análise dos processos de ensino e aprendizagens.