segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Conhecimento científico


Em ciência, as verdades são provisórias, são revistas de tempos em tempos, portanto, precisamos tomar cuidado ao afirmar que “tal fato foi comprovado cientificamente”.
Em se tratando de conhecimento científico, não existem explicações definitivas, eternas, absolutas, o que existem são verdades provisórias que são aceitas e válidas pela comunidade científica.

Ensino de Ciências e Educação Infantil


O ensino de ciências na educação infantil acontece preferencialmente integrado às demais áreas de conhecimento.
É importante que as crianças interajam com diferentes materiais e expressem suas concepções, representações e hipóteses explicativas.
Uma postura desejável no ensino de ciências é a de encorajar as crianças a realizar testes e expor suas dúvidas sobre os temas abordados.
Na Educação Infantil, é fundamental que os temas sejam abordados de forma lúdica através de jogos simbólicos, do “faz de conta”, de personagens de literatura e da televisão, etc.

Instrumentos do processo de produção de conhecimento


·         Construção de problemas de investigação;
·         Criação de explicações hipotéticas;
·         Teste de hipóteses;
·         Busca de informações adicionais através de consulta a fontes bibliográficas;
·         Situar-se em relação às novas informações;
·         Elaboração de previsões;
·         Criação de situações experimentais;
·         Observação de regularidades e discrepâncias;
·         Descrição de fenômenos naturais;
·         Comparação de dados observados com dados da literatura;
·         Coordenação de conceitos de diferentes disciplinas;
·         Integração de diferentes informações;
·         Escolha de critérios de classificação;
·         Tomada de decisões;
·         Justificação;
·         Construção de relação entre fatos, fenômenos e leituras;
·         Construção ou complementação de modelos e esquemas explicativos;
·         Emissão de opiniões;
·         Confrontamento de opiniões;
·         Divulgação de conhecimentos;
·         Busca por argumentos para defender as próprias ideias;
·         Aplicação de novos conhecimentos a situações ou problemas novos.

Nem tudo está determinado nos genes


A afirmação “tudo está nos genes” cria um campo favorável para o silenciamento sobre condições injustas, produzidas historicamente, e que determinam as condições de vida e de saúde de muitos grupos sociais.
Nem tudo está nos genes, muito do que somos ou do que conseguimos nos tornar está limitado pelas possibilidades econômicas e culturais que temos de acordo com o grupo social a que pertencemos.

O processo histórico de produção de conhecimento científico


É importante conhecermos a história das ciências para que percebamos de qual maneira um certo conhecimento foi produzido.
Nos livros didáticos, a ciência é enfocada como o produto do trabalho de cientistas geniais e esses produtos são dados como verdades absolutas. Além disso, a ciência e os cientistas são apresentados como neutros e distanciados de valores e interesses sócio-culturais ou político-econômicos.

Na verdade, o conhecimento científico está intimamente relacionado com o período histórico em que foi produzido.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A metodologia para a construção de maquetes


Segundo a metodologia de Costella (2003), citado por Santos; Corso; Costella (2005) existem 8 etapas que alicerçam a construção da maquete:
I. Contextualização: Apresentar dentro do grupo o espaço que será representado pela maquete, partindo do coletivo da turma ou separando em grupos.
II. Projeto: Nesta fase, é importante oferecer uma folha de papel ofício onde devem ser explícitos e, mais importante, justificados pelos indivíduos, todos os elementos e sua respectiva distribuição quando da materialização posterior da maquete.
III. Construção: Os alunos devem entrar em comum acordo sobre como será confeccionada a maquete (escala, materiais,...)
IV. Croqui: Em uma folha de ofício, olhar a maquete construída por distintos ângulos e fazer o desenho do objeto pelo seu olhar.
V. Legenda: Os desenhos representados no croqui passam a ser significantes de objetos concretos, tendo assim a legenda, que auxiliará na percepção de como se dá o processo de representação de objetos por símbolos.
VI. Relatório: Relatar o que existe na maquete e as inter-relações ali existentes.
VII. Conclusão: Perceber as inúmeras relações entre tantos elementos diferentes.
VIII. Exposição: As maquetes podem ser postas frente ao grande grupo, ou mesmo, frente a toda escola em algum momento.

A construção de maquetes para o ensino de Geografia


As maquetes são objetos didáticos de grande valia para a construção do conhecimento geográfico.
Temos o hábito de pedir que os alunos construam maquetes como culminância de uma atividade, no entanto, a maquete não pode ser considerada como um instrumento de ensino que encerre em si informações, mas sim como uma ponte entre vários objetos de estudo geográfico.

As maquetes devem ser construídas, preferencialmente, dentro dos momentos de aula, para que os professores possam ficar atentos ao trabalho coletivo e para que possam questionar os alunos para uma melhor construção do conhecimento.